1# - gritos no vácuo
A cada N quantidade de tempo, eu penso em criar algum lugar para expor meus pensamentos irrelevantes. Esse ano mesmo, criei uma conta no Substack pensando que teria escrito 12 atualizações naquela newsletter até o final do ano. Eu parei na quarta.
Tudo isso para dizer: não sei por que criei este blogue. Talvez tenha sido a nostalgia de possuir algum. Eu costumava criar vários blogues quando era criança, em uma tentativa de ter um lugar para postar as histórias que escrevia. Duvido que alguém tenha tido o trabalho de colocá-los na Wayback Machine, então tudo o que eu escrevia nessa época se perdeu. Mas talvez tenha sido a esperança de colocar esses pensamentos em algum lugar que não seja o meu "caderno de bad vibes", como eu gosto de chamá-lo.
Acho que uma boa primeira postagem incluiria me apresentar. Meu nome é Luisa Lopes, e você provavelmente teria descoberto isso se tivesse clicado para ver o meu perfil. Tenho 21 anos, e estou cursando Ciência da Computação na Universidade Paulista. Ou seja, o curso não é lá essas coisas, mas é melhor estruturado do que o Descomplica. Eu poderia estar em uma faculdade melhor, é o que estou querendo dizer. Já arrumei um estágio, e atualmente trabalho em uma empresa chamada Zappts. Ela se especializa na criação de agentes de inteligência artificial, uma coisa que eu nem sabia que existia antes de entrar. Antes desse boom, eles se especializavam na criação de aplicativos mobile. A bolsa auxílio não é ruim, R$1.100 em dinheiro e R$300 em benefícios; em outubro, me deram mais R$300 por ter ficado 6 meses na empresa e R$500 no aniversário de 11 anos da empresa. Teria feito alguma diferença se minha mãe não sugasse minhas economias. Enfim, eu gosto do ambiente, do meu gerente e até da moça do RH que é responsável pelo meu estágio. Morro de medo que percebam que eu sou infinitamente mais incompetente do que eles imaginam, já que eu realmente preciso desse trampo. Não sei o que eu faria se eu perdesse. Eu disse que tinha 21 anos, mas estou falando como se fosse um pai de família deprimido de 50. Não à toa, faço terapia. Aparentemente, eu tenho um grau elevado de ansiedade, além de problemas de autoestima e uma tendência insuportável de colocar as necessidades dos outros acima das minhas. Segundo meu terapeuta, isso é um problema.
Gosto de ler, também. É um dos únicos pontos bons da minha rotina, na verdade. Atualmente, estou relendo a Odisseia. Pensando na Ilíada, também. Não sei qual dos dois livros é o melhor, apenas sou grata que ambos chegaram intactos em 2025.
Não tenho mais nada a dizer sobre mim. Reitero que não sei por que criei este blogue.
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